Então depois de tanto tempo eu topei com ela por aí, em qualquer lugar, algumas vezes, mas só agora cai na real de quem ela era, e de quem ela se tornou. Foi um “oi” sincero, mas percebi que no mesmo instante ela mordeu o lábio como quando ficava nervosa, deixou cabelo crescer, fez algum rabisco no braço, não sei, mas penso que deve ser a árvore do qual ela desejava tatuar, mas não sei, não consegui prestar atenção nisso naquela hora. Respondi “oi, quanto tempo!” ela só me disse: “é muito tempo mesmo”, reparei pra perceber que ela estava mais serena do que de costume, ou melhor, sem aqueles ataques de histeria que costumava ter, seja por felicidade ou tristeza, então percebi que aquele não era um momento importante pra ela, era só mais um “Oi”, na hora não me importei, mas depois, ah depois pensei e me incomodou pensar que virei só um “Oi”, concordo que não fiz nada por merecer mais que isso, mas um oi foi pouco demais pra o que eu pensava que ela sentia, talvez não sinta mais, melhor: ela não sente, e essa é a coisa que mais me desperta querer saber o que aconteceu com ela antes do ”oi”, até porque a última coisa que ouvi dela antes disso foi “sempre foi só você, mas agora eu vou mudar isso, se cuide”
L.A

